O que era kitsch...Virou Brega. O que era brega virou Kitsch. Cafonice intrínseca é o novo hit do verão. o alto hype parece se rendeu as lantejoulas e ao exagero. A aparelhagem do tecnobrega paraense parece ter vindo para bater de lado com os djs que animam as mais badaladas festas. A beyonce do Pará deixa de ser uma mera referência caricata da diva do bate cabelo internacional para ganha persona própria: Gaby Amarantos com direito a alter-ego e tudo mais que uma diva pode querer. Emplacou música na novela das setes, vai dançar com os pseudos-famosos do enfadonho programa do Faustão, dá entrevista e inspira editoriais de moda. E no ritmo de sua batida facilmente identificada com a que sai do carrinho do vendedor de cds piratas das ruas do bairro de São José, a pergunta que não quer calar cada vez mais ganha força: o que faz desta paraense de formas voulpiosas o novo sucesso tanto entre o povão e a elite do hype? Gaby autêntica que recria o tão batido produto do mass media em deboche ao cantar que samplia, rouba e é bom se ter cuidado? ou Gaby regional defendendo os valores e ritmos de sua terra contra o devorante processo globalizador que padroniza tudo nos moldes americanizados? e por que não ir mais além? Gaby dançante que alegra pistas de pobres e ricos, intelectuais e analfabetos, Gaby da sombra exagerada firmando sua identidade, sua face de mulher brasileira que em nada se assemelha ao padrão de beleza Gisele? as perguntas parecem ser muitas diante de uma música que parece não almejar atingir os mais altos níveis de reflexão sobre os limites da nossa cultura nos dias atuais. Mesmo assim não dar para dizer que Gaby não seja divertida, assim como Joelma da banda Calypso é porém sem chegar ao status que a nova diva alcançou sendo ainda a dama da breguice e do rádio popular mesmo tendo sido a percussora aquela que abriu os caminhos para Gaby e para outos paraenses com seus ritmos regionais que serão reconhecidos a nível nacional. Será que o fenômemo Amarantos irá sobreviver? e porque um texto com tantas perguntas e tão poucas respostas? talvez por que neste último fatos resida o verdadeiro motivo para se curtir Gaby: não questionar muito. Afinal parece que ela não quer ser questionadora, o que não significa dizer que seja boba. Gaby é esperta, faz do deboche seu baluarte para conquistar seu espaço e rir na cara daqueles que um dia disserem se o tecnobrega expressão inferior da música popular brasileira. Talvez seja justamente deste que a Beyonce do Pará esteja avisando que vai samplear e roubar.
TRACKLIST:
01 Xirley
02 Ela Tá Beba Doida (beba Doida)
03 Ex Mai Love
04 Merengue Latino
05 Pimenta com Sal
06 Gemendo
07 Vem Me Amar
08 Galera da Laje
09 Ela tá no ar
10 Mestiça
11 Coração Está em Pedaços
12 Chuva
13 Eira
14 Faz O T
Um dos discos mais aguardados no final de 2011, Born to die, finalmente foi lanaçado esta semana pouco tempo depois de seu vazamento na rede. A nova queridinha do Hype, aporta como uma possível mutação de persona indie a estrela pop. Alvo de críticas e paixões, a fabricada Lana Del Rey parece que dará o que falar por algum tempo ainda.
Um dos meus cds favoritos de 2011. Uma mistura de Janis Joplin com música pop e pegada roqueira que deu certo. Lembrou-me a Joss Stone no seu primeiro albúm (depois a Joss só fez coisa chata e descartável, espero que a Alice não me desaponte também).
SONG LIST:
01- Seasons Change
02- Runaway Love
03- And You’ll Be There
04- Cry Cry Cry
05- How Long Can These Streets Be Empty
06- Orbiter
07- Conversations Of Love
08- Fairweather Friend
09- Sadness Is Coming
10- End Of The World
11- Before
Impossível para de ouvir! E o pior que Lana Del Rey só lançará seu primeiro EP (pelo menos primeiro como Lana, por que antes de assumir a persona Del Rey nossa estilosa lançou um albúm que passou batido e ninguém a notou) no final de janeiro. Apesar da fórmula look vintage + música indie já estar batida, Lana consegue chamar nossa atenção pelo bom gosto de sua música e pelo seu visual retrô chique. Vale a pena aguardar. Por enquanto vamos nos contentar com os singles que a moça vem soltando na net...
Na folha.com saiu uma reportagem sobre Lana. Confira abaixo na íntegra:
17/10/2011
-
10h01
Lana Del Rey faz sucesso com duas músicas e muita polêmica
Publicidade
CAROL NOGUEIRA
Lana Del Rey é uma espécie de Nancy Sinatra gângster e sua música é o
equivalente sônico a um filme de Vincent Gallo". As frases poderiam ter
sido usadas por jornais e revistas para descrevem a cantora
norte-americana em ascensão, mas vieram "com o pacote". Fazem parte da
extensiva estratégia de marketing da moça de 24 anos, antes conhecida
como Lizzy Grant.
Primeira polêmica: há alguns meses, ela admitiu que o nome foi escolhido por ser considerado mais chamativo pela gravadora. À Folha,
no entanto, a explicação dada foi outra. "Não escolhi o nome por razões
específicas. Sempre gostei de 'Lana' e tinha um amigo com o sobrenome
Del Rey na Flórida", disse a cantora, por telefone.
Não leva mais de três cliques para descobrir, no Google, que Grant, que
diz ter crescido ouvindo hip hop, fazia shows em lugares bem underground
de Nova York antes de se tornar a próxima sensação da música e ser
comparada com Stevie Nicks, Fiona Apple e Cat Power. Mas nenhum sucesso
rápido vem fácil.
Divulgação
A cantora Lana Del Rey, que faz sucesso na internet
As críticas surgiram tão logo Lana despontou na rede, quando publicou no
YouTube um vídeo com recortes de filmes antigos --que ela mesma diz ter
feito-- para a música "Video Games", lançada como seu primeiro single
só na semana passada, após ela assinar com a gravadora Interscope
(Universal), a mesma de Lady Gaga --o disco está previsto para 23 de
janeiro, segundo a Amazon.com.
O vídeo, no entanto, já teve quase 2,5 milhões de visualizações no
YouTube desde agosto. "Se eu fiquei surpresa? Na verdade, fiquei
assustada em ver a repercussão. Faço shows há sete anos e nunca ninguém
ligou", diz.
De fato, a repercussão é ótima para uma cantora independente. Mas nada
perto do sucesso da garota de 13 anos Rebecca Black, por exemplo, que
teve 15 milhões de visualizações em apenas uma semana no começo desse
ano. É daí que vem a segunda polêmica: a comparação com Rebecca pode
soar estranha, mas surgiu após Lana conquistar fama sem ter lançado um
disco ou sem fazer um show sequer, exatamente como Black.
Apesar de Lana ter mais de 10 apresentações marcadas com ingressos
esgotados, sua turnê só começa no dia 4 de novembro em Manchester, na
Inglaterra. Atualmente, Lana mora em Londres. Mas o burburinho começou
em Hollywood, onde seu visual "cinematográfico" fez sucesso. "Muita
gente pensa que sou de Los Angeles, mas nasci em Nova York", diz.
Terceira polêmica: embora "Video Games" e o lado B "Blue Jeans" sejam as
únicas músicas de Lana Del Rey até agora, não são as únicas de Lizzy
Grant. Ainda com seu nome verdadeiro, ela lançou em janeiro do ano
passado um disco produzido pelo renomado David Kahne, que já trabalhou
com o ex-beatle Paul McCartney e os Strokes. Misteriosamente, o álbum
foi retirado do iTunes assim que ela adotou o novo nome --uma mudança
vista como controversa por jornais como o britânico "The Guardian", que
aposta que tudo faz parte de uma grande estratégia de marketing
conspiratória paga por seu pai, Rob Grant, um empresário bem sucedido
nos EUA.
"As pessoas veem maldade em tudo. Nesse disco, eu já havia usado o nome
'Lana Del Ray' [com 'a' mesmo] como título. Eu só o tirei de lá porque
quero que as pessoas prestem atenção em minhas novas coisas", diz.
Há alguma possibilidade de ele ser lançado de novo? "Se há?", pergunta a
cantora, enquanto espera a resposta de alguém da gravadora na linha
(algo constante durante a entrevista, mesmo para perguntas pessoais).
"Sim, acho que sim", responde.
Dá para notar que controvérsia é praticamente o nome do meio da moça. E
tem mais. Antes de adotar o nome Lana, Grant era bem mais cheinha e
usava cabelos platinados e curtos --passava longe da imagem de gostosa,
parecendo mais irmã gêmea de Kelly Osbourne (a polêmica filha de Ozzy).
Porém, o que mais chama atenção depois da transformação não são os
cabelos compridos e ruivos ou a magreza digna de top model, mas sim sua
boca "siliconada", digamos. Ela nega ter feito algum retoque. "Nunca fiz
nada, nenhuma cirurgia plástica", jura.
Outra polêmica levantada por sites como Pitchfork e Huffington Post é
que Lana teria sido financiada pelo dono de uma gravadora com quem ela
teve um caso. Quando a reportagem trouxe o assunto à tona, a ligação foi
interrompida pela gravadora. "Acabou o tempo".
Depois de tanta controvérsia, há uma certeza: seja lá qual for a história verdadeira de Lana Del Rey, agora pouco importa.